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Escrescer

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A Nossa Carolina

Sara

E hoje era o dia que estava marcado no calendário, 23 de Abril de 2019, 40 semanas. Sabíamos que podia ser uns dias antes, uns dias depois. Foi, na CUF Descobertas, a 8 de Abril, que uma Carolina sentada nasceu às 15h38, 46cm e 2,820kg, linda e perfeitinha.

Um sonho, o Gabriel à cabeceira, um bebé saudável. 

Sabia que era só tratarem de mim e que ia para perto deles, sabia que ia ser rápido e estava tão feliz!

Assim foi, mas foi por pouco tempo, sem que nada o fizesse prever, uma hemorragia, enfermeiros, médicos, pais fora da sala, atonia uterina, maca a correr pelos corredores e bloco novamente... acordei já de noite na Unidade de Cuidados Intensivos Permanente (UCIP) e com o útero a salvo.

Toda esta aventura da maternidade começou assim, atribulada, inesperada e desafiante. Hoje fazemos 15 dias, 15 dias de mãe, de pai, de filha, de força, de sorte, de família. E em nome de toda esta família quero publicamente agradecer à Dra. Eugénia Maria Chaveiro, por ter estado lá, ter estado sempre, todos os dias, para me ver, para me dar uma palavra, um sorriso, pela sinceridade, pela ajuda, pela calma, pela acção, pela minha vida, pela nossa Carolina, por tudo! Obrigada! 

Agradecemos também a todos os médicos que com ela estiveram, naquele dia 8, a todos os enfermeiros, todos os auxiliares, ao anestesista e ao seu carinho. 

O caminho não foi feito num dia e todos os dias tive a atenção e o cuidado dos médicos, enfermeiros e auxiliares da UCIP. Todos simpáticos, todos humanos, são uns lutadores ao lado de quem lá está. São cuidadores e facilitadores de todo o processo. 

Nestes dias não vi a minha bebé, vi apenas fotos, fotos com o pai, com os avós e sabia-a bem cuidada, obrigada a todos os “tios” da neonatologia que tomaram conta da nossa bebé!

O dia tão esperado chegou e fomos os três para o quarto, felizes, juntos e cheios de força e sorrisos. Mais uma estadia, mais caras novas e mais sorrisos, mais gente profissional e simpática. Num piscar de olhos tínhamos a Dra. Eugénia Maria Chaveiro a dar-nos alta e aqui estamos nós, prontos para dias de Sol, para dias de Chuva, porque a vida é mesmo assim. 

Que tenhamos sempre ao nosso lado pessoas como todas as que connosco se cruzaram na CUF Descobertas.

Claro que o percurso não se fazia sem a família que temos, sem os amigos e todos os pensamentos positivos que nos rodearam. 

Somos uns sortudos!

 

Gabriel Xavier

Dia 8 de Abril era anunciado como potencialmente um dos mais emocionantes das nossas vidas. Recebemos pela manhã a notícia, por um lado ansiada, por outro com a força de uma realidade incontornável e desconhecida no seu sentido prático, da confirmação deste como o dia em que a Carolina se junta a nós.

Sempre vi as situações que colocavam em risco as vidas de mulheres no parto, como acontecimentos espaçados de nós, a sociedade moderna, científica e tecnológica, à distância de largas décadas. Acontece que este desconhecimento, esta ignorância seria confrontada pela realidade da natureza, que nos lembra sempre que nunca temos o controle. E sê-lo-ia de uma forma duríssima, sem qualquer complacência, que gostamos de pedir para nós. Esta ignorância seria confrontada na forma de uma hemorragia massiva, que accionou todos os alarmes nos instrumentos e nos profissionais presentes ali já no recobro.

Tudo aquilo a que assisti a partir dali, completamente vazio e sem função ou utilidade foi algo que me fazia sentir ao mesmo tempo aterrado, por perceber que as movimentações eram de uma urgência que ia bastante além do expectavél na situação em causa e ao mesmo tempo de algum conforto por ser quase palpável a dedicação de todos os profissionais envolvidos naquele momento, encabeçados pela Dra. Eugénia Chaveiro. Seria no mínimo expectável um profissionalismo exemplar e sem mácula, mas o que senti foi algo profundamente mais forte que isso. Senti a força, a preocupação a um nível pessoal, de só quem vive intrinsecamente o que faz e quem acredita que as suas acções podem realmente tornar a vida dos outros bastante melhores, podem fazer sentir.

Quando todos os momentos de maior tensão ficaram para trás e a Sara voltava a ser quem era, havia toda uma cumplicidade que nos rodeava, e ao que se tinha passado. De todos os profissionais sentimos uma palavra de ânimo, de carinho e de esperança. Era um ambiente de calor, de família que se sentia no quarto onde recuperava a Sara, junto da nossa Carolina. Uma nova e pequena família que se sentiu “debaixo da asa” da CUF Descobertas. Seguros e prontos a continuar com a nossa vida.

Faltam palavras que descrevam todo o reconhecimento, gratidão e felicidade que nos proporcionam. Pela capacidade profissional que é vossa, e que nos dá uma continuação feliz, mas também pela incrivel demonstração humana de todos os que connosco lidaram.

A todos o nosso muito obrigado.

Nunca esqueceremos!

 

Sara, Gabriel e Carolina ❤️

A Mãe Mónica

Sobre:  Mais tempo com a Mãe Mónica 

Porque fiquei sensibilizada e preocupada com a Mónica, com o Nuno e com os pequenos, hoje fui ver como andava a luta deles e deparei-me com a actualização que vos deixo:

Agradecimento sincero

Eu sei que há mais mães Mónicas, mais filhos, mais irmãos, amigos, conhecidos... mas fiquei com um aperto no peito! Continuo a torcer por aquela família e por todas as famílias. Aproveito e peço que torçam por todos eles e, já agora, por uma cura!

Amor de Z a A a Z

ZILDA,

DE MIM PARA TI, AMOR.
MEU MUNDO, MEU TUDO.
DE TI SEI,
SEI DO MUNDO,
SEI DE TI,
DE TI SINTO!
DE TI,
POR TI,
DE TI AQUI,
POR MIM.
SEI QUE SINTO POR TI,
EM MIM!
EM MIM SEI,
EM MIM SINTO,
EM MIM, DE TI SEI,
QUE SINTO POR TI
ISTO QUE É TUDO,
POR TI TUDO.
TUDO QUE É NADA,
NADA DE MIM.
MEU AMOR,
TEU,
TUDO!
AQUILO QUE É MEU,
É APENAS TEU,
MEU NADA, TEU TUDO.
DE MIM, EM MIM, EM TI E PARA TI,
MEU AMOR!
DO TEU.

ARMANDO

 

Armando,
Tanto teu, tanto tudo, tanto mundo cheio de nada. Não quero eternizar algo que não
quero guardar.
O Amor não se compensa em exaustão de palavras, não existem regras de três simples
para o que se perdeu, nem provas do nove para batimentos cardíacos.
Fui nada para o teu tudo, que agora é nada no meu mundo.
Sorria à tua chegada e, cada vez mais tardia, adormecia fria num manto de solidão que
foi sonho um dia.
E de ti? De ti nada.
Há tempo que quando se perde nunca mais se encontra.
Foi tudo.
Foram sorrisos que se soltavam do coração só por pensar no mal-me-quer que me deste
no dia da espiga, foi a leveza das tuas cavalitas naquele dia de chuva em que calçava
sandálias, era arrepio que entrava na pele pelo sussurro das confissões que me fazias nos
ouvidos, era tanto esse mundo.
Nada.
Agora não há trovador, nem carteiro, poeta ou canção que apague tudo o que li de ti e
que nada era para mim. As noites escuras que não te via, as chamadas por atender, a
espera pelo amanhã que não chegava. Ela era tudo e eu nada, trocaste o sujeito, e agora
lutas com palavras a tentar que a gramática te corrija esse teu tudo, em nada.
Uma carta por dia, sete selos, sete meses passados de sete anos de mim por ti. Não te
quero nem por sete minutos, não quero esses teus mundos.
Acabou o meu amor, acabou tudo.

De mim e para ti, nada.
Zilda

Margarida Mourão

foto do autor

Margarida a viajar com

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